[VÍDEO] Conheça a campanha “Você Tem o Direito de Saber o que Come”
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[VÍDEO] Conheça a campanha “Você Tem o Direito de Saber o que Come”

Ação mostra como o marketing de alimentos ultraprocessados é nocivo, principalmente para as crianças. 

Os alimentos industrializados que costumamos ingerir representam uma série de problemas à saúde. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) está apoiando a campanha “Você tem o direito de saber o que come”, idealizada pela Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, em favor da maior transparência de informações nos rótulos de alimentos ultraprocessados, como sucos e bolos industrializados. A Aliança é uma organização da sociedade civil que promove a segurança alimentar e nutricional do Brasil.

A campanha mostra que como o marketing de alimentos ultraprocessados é nocivo, principalmente para as crianças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse tipo de apelo midiático pode influenciar o público infantil a ter hábitos alimentares menos saudáveis. Ainda segundo a agência da ONU, os rótulos dos alimentos deveriam ser úteis para orientar os consumidores às melhores escolhas nutricionais.

Obesidade

Os alimentos ultraprocessados também contribuem para a epidemia de obesidade no País. Esse problema está relacionado a 13 tipos de cânceres diferentes. A campanha tem sua fundamentação científica no posicionamento do Inca acerca do sobrepeso e da obesidade, que, por sua vez, enfatiza a defesa de “intervenções recomendadas pela OMS e OPA [Organização Pan-Americana da Saúde]/OMS que favorecem as escolhas alimentares saudáveis”.

Alimentação saudável

Para o evitar o excesso de peso, as pessoas devem ter uma alimentação saudável, praticar exercícios regularmente e manter o peso corporal adequado. Com essas práticas, aproximadamente 1 em cada 3 tipos de cânceres mais comuns no Brasil poderia ser evitado.

A OPA defende que os rótulos de alimentos processados e ultraprocessados informem de maneira direta e rápida o consumidor se há excesso de sódio, açúcar, gordura total, gordura trans, gordura saturada e/ou adoçantes. Para isso, a parte frontal da embalagem deve trazer um selo em formato de octógono, com fundo preto e letras brancas, que informe sobre o alto teor desses nutrientes críticos da seguinte forma: “muito açúcar”, “muito sódio”, “contêm adoçantes”, entre outros.

Clareza

Esse modelo, que já se mostrou eficaz no Chile e cuja implantação está sendo estudada pelo Uruguai, foi escolhido após diversos estudos científicos e de opinião evidenciarem que a advertência frontal é a que mais ajuda a população a identificar produtos com excesso de nutrientes críticos.

“Os consumidores têm pouco tempo para ficar analisando os rótulos, tentando descobrir se aquele produto que se diz ‘fit’ é saudável ou não. Por isso, propomos um modelo que junta facilidade e rapidez no acesso à informação, melhorando a capacidade do consumidor de tomar uma decisão crítica e bem informada na hora da compra. É muito simples entender que quanto mais selos um produto tem, pior ele é”, afirma Alice Medeiros, consultora de Nutrição e Alimentação da OPA/OMS no Brasil.

Apelo

A OPA também recomenda que aqueles rótulos com um ou mais selos não devem conter declarações ou argumentos fantásticos sobre seus efeitos nem destacar atributos saudáveis ou apresentar desenhos animados, personagens e celebridades com apelo ao público infantil.

Assista ao vídeo da campanha: https://youtu.be/mk8i87Ne1-k 



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